{Universo Feminino: Lulu, Tubby e algumas considerações…}

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Quando o Lulu chegou às terras tupiniquins houve um grande alvoroço. Muitas mulheres se empolgaram com a ideia de poder “avaliar” e “analisar” através de um aplicativo os homens com quem se relacionaram, relacionam ou se interessam. Esse grande burburinho tomou conta das redes sociais e rodas de conversa, onde o assunto da vez era a checagem do boy magia segundo as anônimas do app. Os homens em questão não pediram para ser avaliados, bastava ter um perfil no facebook que era o suficiente para estar em pauta. Ainda assim, eles poderiam ter a opção de bloquear seus perfis impedindo esse tipo de avaliação.

Eu pedi que algumas pessoas, com opiniões distintas, falassem um pouco sobre o que pensavam a respeito desse aplicativo, respondendo a simples pergunta “O que você acha do app Lulu?”:

Meu maior problema com esse app é que não existe nenhuma forma de validação daquilo que é dito. Se uma mulher tiver opinião sobre um homem e 99 mulheres descordarem dessas opiniões nada pode ser feito a respeito. Muitas mentiras são contadas e passam como verdade para todos que desconhecem aquela pessoa. Meu perfil por exemplo tem o hashtags #barbaporfazer e fazem 4 meses que eu não faço a barba ! Ou seja: uma mentira ! No Brasil calunia e difamação é crime” (Guilherme Brunstein, 27 anos).

O que eu acho? Simplesmente RIDÍCULO. E uma das maiores provas de que a nossa geração já não tem mais respeito por nada. Sou totalmente a favor do sexo livre, sem tabus. Totalmente a favor de falarmos e fazermos sexo como quisermos e com quem quiser, mas passar a dar nota para os parceiros foge a nossa liberdade. Expor outra pessoa pelo desempenho sexual é uma forma gritante de agressão, principalmente quando feita assim, por um meio que pode ser acessado por qualquer um.” (Luana Aparecida da Silva, 19 anos).

Avaliar os caras como produtos? Acho que não é pra tanto. O aplicativo lulu não passa de uma brincadeira que não deve ser levada tão a sério. Uma garota que te conhece, acessa seu perfil e responde a um questionário anonimamente com respostas pré determinadas e ao final o app gera uma nota. Olhando atentamente as opções oferecidas pelo aplicativo eu não vi nada que necessariamente poderia ofender ou denegrir a imagem de alguém e por ser anonimo o aplicativo também não gera intriga entre as garotas e não serve pra ser usado para “dating”, portanto não há nada demais. Convenhamos, quem usaria um aplicativo de celular com opiniões anonimas para julgar o caráter de alguém?” (Rafael Caldas, 24 anos).

Quem, em sã consciência, leva a sério o que é dito por uma ex magoada, uma ficante esperançosa, uma amiga secretamente apaixonada ou que apenas quer fazer uma brincadeira com um boy que seja próximo? Já fiz review até dos meus amigos gays de brincadeira, e não vejo problema nenhum dessa ferramenta existir. Acho que homem sente o orgulho ferido quando seu desempenho sexual é questionado, mas, acima de tudo, acho que ninguém deveria levar o app a sério. Não é porque alguém deu uma nota 5 pra um cara, que ele não será nota 10 pra mim. É como dizem: someone’s trash, somebody’s treasure.” (Vikki Góis, 24 anos).

E as divergentes opiniões seguem gerando discussões acaloradas nas timelines dos facebooks alheios e na vida off-line. O engraçado é que mesmo muitas pessoas que se posicionaram contra “só pra ver como é”, baixaram o aplicativo e fuçaram em perfis avaliados.

Pode parecer exagero, mas tem gente levando tão a sério isso que criaram um “serviço” onde você contrata um pacote e eles geram avaliações positivas no Lulu, de acordo com a imagem que você quer passar. E sim, você PAGA por isso: o Lulu Fake  (aqui tem uma reportagem que falar melhor disso) – Isso é o que eu chamo de verdadeiro empreendedorismo hahaha.

E em meio a toda essa polêmica e discussão, acabou gerando um sentimento de revanchismo no sexo masculino o anúncio do app Tubby. Ele foi divulgado como um aplicativo extremamente sexualizado para a avaliação das mulheres. O que gerou uma repercussão incrivelmente maior e devastadora, se comparado ao Lulu. Várias mulheres (revoltadíssimas – não à toa) e homens se posicionaram com relação a ele, xingando e falando barbaridades mil – sejam elas a favor ou contra. Ainda mais em tempos de revenge porn (onde as mulheres que são massacradas e expostas e os homens envolvidos são ignorados, ou simplesmente saem ilesos), o assunto ficou tão sério que em Minas Gerais um Juiz do TJ emitiu uma liminar que proibia o app de ser disponibilizado no Brasil.

Hoje, no que seria o dia de lançamento dele, saiu um vídeo de “divulgação” falando sobre o app (assista com as legendas desativadas e depois reveja com as legendas em “coreano”):

Segundo ele, tudo não passou de uma grande “pegadinha” (idealizada pelo Rafael Fidelis e Guilherme Salles, com apoio do Cid e CuboX) com uma bela lição de moral:

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Acho que é valido parar pra pensar, depois de ver os dois lados da moeda (homens e mulheres): Até que ponto pode ser divertido e bacana falar e expor a intimidade de uma pessoa, mesmo que seja só por brincadeira?

Antes mesmo de existir a divulgação do Tubby, quando fiquei sabendo do Lulu, primeiramente achei bizarro, depois engraçado, mas aí voltei a achar bizarro, rs.

É um fato que homens e mulheres já fazem isso na vida. Mesas de bar e rodinhas de conversa sempre foram regadas de cerveja (ou não) e comentários a respeito das vidas amorosas/afetivas/sexuais dos envolvidos e isso não é segredo pra ninguém. Quantas vezes antes de se aproximar de uma pessoa que desperta seu interesse, você não a sondou entre seus amigos em comum (existindo até algumas pessoas, mais aplicadas, que jogam o nome do alvo em questão no google – stalker level hard)?

Na minha opinião, a principal diferença disso pra um aplicativo é a questão humana, orgânica, no processo. Esse tipo de conversa serve pra aproximar pessoas, dividir um pouco da sua vida com quem você gosta e confia, além de render boas risadas. Já no Lulu, pelo fato de ser anonimo, tira toda essa “magia” do processo. Além de ser um terreno fértil pra pequenas vingancinhas pessoais e picuinhas (recalque manda beijos, rs).

Além de uma coisa que eu considero a mais importante: as pessoas não são robôs. Não rodamos um programinha que nos faz agir de forma idêntica com todos com quem nos relacionamos. Talvez um cara (ou uma garota) poderia em um momento do passado não estar nem um pouco afim de compromisso, mas que depois de te encontrar se tornou a pessoa mais apaixonada do mundo. Definir uma pessoa, de forma categórica, por como ela foi com outra não é lá muito bacana/honesto, afinal você nem dá a pessoa o benefício da dúvida – e a oportunidade de te surpreender (positiva ou negativamente, né?!). O fato dos meninos não “inscreverem” seus perfis para serem avaliados (afinal eles JÁ estão lá – tendo somente a opção de retirá-los), pode gerar momentos constrangedores nos relacionamentos atuais. Tive amigos cujas namoradas brigaram com eles por terem lido coisas em seu perfil no aplicativo (como se fossem culpa dos coitados). Ou até meninas que depois de lerem o perfil do respectivo paquera, desistiram de ficar com ele por não ter boas hashtags. E é aí que mora o perigo, onde uma brincadeira vai um pouco além e influencia a “vida real”, algo que jamais deveria acontecer.

Portanto, independente do gênero, às vezes é bom “desplugar” um pouco e permitir-se viver mais.

Para você que é homem e ainda não sabe como bloquear seu perfil no Lulu, é só clicar aqui e descadastrar 😉

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F&C - Karol Oliveira I

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{Universo Feminino: Consumismo}

Universo feminino: Consumismo

Quem nunca fez a louca consumista que atire o primeiro cartão de crédito!
Acredito que a maioria das mulheres já teve sua fase compulsiva por compras, onde os olhinhos brilhavam ao ler a mágica palavrinha ‘aprovado’.

Os focos são distintos, vão de esmaltes à sapatos, passando por roupas, cosméticos, acessórios, livros, etc e etc. Assumo que minhas compulsões costumavam ser de lua e ter suas ‘fases’, a mais constante talvez sejam os livros (onde acumulo títulos em fila de espera).
Cada mulher tem uma motivação diferente pra embarcar nesse período de compras desenfreado. Às vezes é a tpm, insatisfação no trabalho, na vida pessoal ou só mania mesmo. Ficamos confusas achando que aquela sensação de vazio pode ser preenchida com uma nova peça no guarda roupa ou um novo batom na necessaire. Mas essa sensação de saciamento costuma ser temporária e logo volta o desejo de uma nova aquisição. É ainda pior quando somos atingidas pela ressaca moral no dia seguinte ou pela chegada da fatura.

Se mimar é saudável. Se dar presentes é sempre gostoso. Só devemos tomar muito cuidado para perceber o ponto onde acaba o “auto agrado” e começa o consumismo desenfreado.

O acesso fácil a informações sobre produtos, o bombardeamento da mídia e as propagandas ‘atrativas’ (e esperançosas) que dizem que caso você use ‘x’ coisa sua vida será melhor/mais fácil acabam incentivando esse tipo de comportamento.
Por mais que este Blog mesmo seja mais um dos veículos que ‘vão te mostrar coisas que despertam seu desejo de consumo’, acho que sempre vale a pena, depois de ler uma resenha ou ver um anuncio, parar e pensar se você REALMENTE precisa daquilo, se VAI usar, se já não tem algo IGUAL ou muito parecido que substitua e se combina contigo (ou com coisas que você já possua ou faça de fato seu estilo).

Eu amo ler blogs que resenhem produtos e coisas do universo feminino, mas antes de adquirir algo é bom pensar se está praticando um consumo consciente ou se é só impulso, pra não se arrepender depois. Já tive minhas ‘coleções’ de esmaltes, sapatos, maquiagem, produtos de cabelo e mais uma grande lista. E penei um pouquinho até assumir uma postura mais responsável com relação a compras.
O maior problema desse tipo de comportamento é quando a ficha cai e você percebe que gastou mais do que devia (ou podia) com coisas que não são realmente importantes/necessárias pra você e que por isso deixou de investir verdadeiramente em si como fazendo algum curso, realizando um sonho ou simplesmente guardando.

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F&C - Karol Oliveira

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{Campanha #SeSentirBem}

#SeSentirBem

Junto com o Blog surge a campanha #SeSentirBem, que é uma campanha em prol da diversidade e beleza feminina natural.
Muitas vezes nos impedimos de fazer ou usar algo que gostamos por nos incomodar e preocuparmos demais com o que algumas pessoas dizem que devemos fazer, vestir e agir. Como se fossem regras e não apenas sugestões e aconselhamentos a respeito do que (teoricamente) pode ou não ser feito, tentando padronizar demais as coisas e as pessoas. Em alguns momentos acabamos nos entregando ao consumismo como válvula de escape para substituir “algo”, que muitas vezes faz com que não nos sintamos bem com nós mesmas. Independente do que digam que está em alta, que determinada cor não combina o seu tom de pele ou se certa peça de roupa não serve pro seu corpo. O importante é usar algo que faça você se sentir feliz, linda e bem do jeitinho que você é! Independente de qual seja o seu tipo físico, raça ou idade o que importa é se sentir ótima com você mesma.

Se quer fazer parte e apoiar a campanha poste uma foto (no facebook, twitter, instagram) sua usando a tag #SeSentirBem junto com a tag do Blog #BlogFeC que pode aparecer aqui no Blog ♥

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F&C - Karol Oliveira

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